quarta-feira

Espírito de Natal II

Em casa onde falta o pão, a todos pode falhar a razão.

Chegou Dezembro. E com ele o Natal. Mas este entrou em casa dos Batista de espírito arredio. Por onde andava o espírito de Natal? Porque se esquecia ele deles?
Em família onde o Amor e a Paz se fazem escassos, o Natal é retratado de um corpo sem espírito. Os rostos fecham-se, a frieza enregela e corrói. Quando o espírito de Natal se ausenta fica-se só, triste e infeliz. Não se sente o amor, tolerância, paz, compaixão, sentido de dádiva.

A época de Natal é propícia à reunião familiar. Estar em família com amor é a base do espírito de Natal. Amor é a palavra-chave, a senha de acesso à paz e à felicidade.
Mas o Natal e o verbo amar não se conseguiam ali conjugar.
É claro que a vida não é sempre fácil. Somos surpreendidos, no escorrer dos dias, por contrariedades e revezes; sofremos desgostos; estamos tão sujeitos a desgraças. Mas se não se é capaz de estender a mão, quer como quem dá, quer como quem pede ajuda para se erguer do chão, corre-se o risco de se ficar sem ter a quem amar. E sem amar, sem abertura para amar, para dar amor – a todos e a qualquer um, e não só àqueles que nos interessam – não absorvemos o verdadeiro espírito de Natal.
Um Natal até pode ter presépio e árvore de Natal e luzes a piscar… ter neve artificial nas janelas a brilhar… mas o espírito andar longe. Pode até haver prendas, mas o espírito de Natal vai muito para além das prendas materiais que se dão: para muitos pode ser só preciso um sorriso, uma palavra simpática, um carinho, um telefonema…

O espírito de Natal assoma à alma nesta altura do ano para a abrir em calor humano. Numa família unida. No perdão que apaga desavenças. No tempo que se dá a quem dele precisa. Na paciência para ouvir e reconfortar. No ombro que se oferece para alguém chorar. Na generosidade e bondade que extravasa dos rostos para fazer a felicidade dos outros. E sentir-se feliz assim.
Mas muitas vezes assim não é. Que não se apague, ao menos, a esperança de o vir a ser. A Esperança é o berço do espírito de Natal. Mas esse berço – Esperança – não pode ficar vazio, despido. Tem de ser preparado, revestido de lençóis quentinhos. E, se possível for, todo o quarto tem de se ir decorando ao seu redor, para tornar todo o ambiente mais fofo e acolhedor. E, mais tarde ou mais cedo, o milagre acaba por acontecer assim que a decoração estiver pronta.

Mas se se instalar um vazio que não se consegue preencher, o Natal pode trazer um sofrimento maior do que qualquer outra altura do ano. E se a Esperança também se ausentar pode ser o descalabro total. Mas se ela comparecer, uma réstia acenderá um rastilho. A tristeza, a solidão, a doença, a dor, o desamor podem andar constantemente a espreitar, mas é preciso que a Esperança não lhes ceda o lugar.

Pois bem. Na família Batista, houve alguém que não se deixou desesperar.



Continuação de Boas Festas com o espírito de Natal sempre presente.
Para todos vós, um Ano de 2011 onde reine o Amor e a tolerância.

7 comentários:

Lilá(s) disse...

O Natal é a altura do ano em que os sentimentos vêm á flor da pele e a familia é extremamente importante, se ela falha falhou também o espririto de Natal.
Um Bom Ano Novo.
Beijinhos

antonio - o implume disse...

Por vezes precisamos desse Natal para nos lembrarmos do calor humano e do que podemos fazer com ele.

gabriela r martins disse...

é tão bom poder escrever o que fiz em outra página tua


que o natal - já passado - tenha sido cheio de poesia e o novo ano ,que se aproxima ,pleno de palavras prontas a moldar.......

felicidades e


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um outro beijo

ONG ALERTA disse...

Um 2011 cheio de magia, beijo Lisette!

Insana disse...

Que venha 2011, pois
Será o ano do Sol a iluminar. Grandes e Pequenos Passos.
Será ano Impar unilateral
Será o ano do Coelho multiplicador

Plante a semente da vontade
Regue com o dose desejo
E terá bons frutos para colher..

Um feliz 2011 da Insana

OBS desculpe a ausência nas festas..

O Árabe disse...

Aguardando a continuação, desejo-te um Feliz Ano Novo! :)

. intemporal . disse...

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. o natal é amor .

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. e porque estamos sempre sujeitos às agruras da vida o natal ja.mais poderá ser vazio .

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. ainda que ... suspenso por um fio .

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. paulo .

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