domingo

[2] Outras Gotas

A IPSS local tomou conhecimento das aparentes necessidades do José, através de um dos directores, que atentou na situação e levou o problema à reunião de direcção. A direcção deliberou avaliar a situação e estudar as possibilidades de resolução. Talvez conseguir-lhe um subsídio eventual para as obras do telhado e trazê-lo para o Centro de Dia onde tomaria as refeições e o banho.
Dois dos directores ficaram responsáveis pelo caso e, no dia seguinte, falaram com a Assistente Social da Instituição.
Seria preciso, primeiro, conhecer a fundo a situação e dar apoio perceptivo ao José, ou seja, ajudá-lo a perceber e a avaliar o seu problema, a dar-lhe significado e a estabelecer objectivos realistas e, só depois, dar-lhe o apoio instrumental: ajudá-lo a resolver o problema através da prestação concreta de bens e serviços. O problema é, primeiramente, do José, ele é que tem de querer resolvê-lo, se conseguir perceber que tem um problema e que o quer resolver.
Combinaram fazer uma visita ao José, ficando incumbido de o abordar, para conseguir agendar a visita ao domicílio, o director que trouxe o problema à discussão, o qual teria mais hipóteses de ser bem sucedido, uma vez que tem alguma confiança com ele.

Passados dois dias a visita estava marcada. O José disse que sim, que podiam ir lá falar com ele quando quisessem. Seria então no dia seguinte.

10 comentários:

antonio - o implume disse...

As responsabilidades sociais estão nos organismos privados...

anad disse...

Minha amiga, vou de férias e só volto no início de Agosto. Uns dias luminosos para ti.
Anad

O Profeta disse...

Pintei em traços vibrantes
Aprisionei a beleza e a harmonia
Dancei no sabor de irreverentes matizes
Misturei a aurora com o fim do dia

Um violoncelo soltou duas notas sorridentes
Dançaram as cores de forma trágica
Os pincéis inventaram a doçura do teu rosto
Em movimentos de rodopiante mágica


Boa semana


Mágico beijo

Fa menor disse...

António,
infelizmente, isso parece ser pensamento consensual...


Anad,
Óptimas férias!


Profeta,
sempre boa poesia!
Bjs

Vicktor disse...

Querida Fa

São cada vez mais e maiores as situações de carência na população portuguesa, fruto da degradação das condições sociais, financeiras e de enquadramento familiar.

O Estado parece ignorar as situações no seu pormenor, escudando-se numa "crise", em medidas genéricas, de quem não sente de perto tão graves problemas.

Ao José, e a tantos "Josés" que sofrem vai-lhes valendo a acção meritória e voluntariosa de umas tantas pessoas que ainda entendem as palavras "valor" e "partilha"...

Continuam, contudo, sem receber o reconhecimento merecido, por vezes até a burocracia procura destruir os seus ideais.

Beim hajas por este teu trabalho de informação e de sensibilização concretizado com uma excelente qualidade literária.

Beijinhos.

O Árabe disse...

Aguardo o desfecho da história, torcendo para que o José consiga, enfim, ser bem assistido! Boa semana.

legivel disse...

... retenho aquilo que me parece ser bem pertinente e fulcral: saber da "disponibilidade" de quem precisa de ser apoiado, a cooperar nesse processo, de modo a que o mesmo não se torne uma mera entrega de bens e serviços muitas vez (infelizmente) desaproveitados...

beijos.

Nilson Barcelli disse...

Há IPSS, organismos privados mas com enormes subsídios do Estado (para comentar o que o António e o Vicktor disseram), que levam a cabo as medidas previstas nos acordos de cooperação que estabelecem com os Centros Regionais de Segurança Social (julgo que ainda é assim que se chamam).
É o exemplo que estás a relatar, neste e no post anterior, onde a Direcção, e por certo o seu corpo técnico, querem ajudar o José, muito embora ainda não tenhas contado o desfecho do caso.
Outras IPSS há, porém, porventura as que mais se queixam da falta de apoios do Estado, que não rentabilizam socialmente o dinheiro recebido e até o transferem para outras actividades ou valências bem menos sociais (sei do que falo...).
Por isso, seja qual for o desfecho, o meu aplauso para esta iniciativa de ajuda.
Continua querida amiga, estou a gostar de ler a história e os comentários à mesma.
Beijo.

tulipa disse...

Tristezas...NÃO, p.f.
já chegam.

A crise bateu à minha porta ontem e uma carta p/Desemprego está aqui à espera de 2ª feira ir entregá-la ao Centro de Emprego.
Enfim...a vida tem destas coisas!!!

Neste momento ainda me encontro em convalescença da pneumonia, por isso quase nem posso brincar c/os netos, nem passear, nem fazer arrumações e limpezas de Verão, enfim...há que ter paciência.
Atenção: não quero ser a "coitadinha" pois algumas pessoas depois de lerem que estou doente, reagem muito mal, com comentários mesmo desagradáveis.

O meu ultimo post tem a ver com o "MAU" que existe na Blogosfera, fico triste. Mas a vida é assim!

Deixo-te um beijo e votos de óptimas semanas de Verão.

Fa menor disse...

Vicktor,
sim, parece que cada vez são mais os Josés neste país...
Obrigada pelas amáveis palavras.
Beijinhos



O Árabe,
muito grata pelo passeio por aqui.
Bjs


Legível,
se a necessidade não for sentida pelo sistema-cliente debalde trabalham os sistemas-interventores.
Beijos


Nilson,
Será por isso que cada vez os apoios são menores?...
a partir de Janeiro vai ser um rombo enorme nas IPSS... questiono-me se muitas não irão fechar portas e deixar o Estado com o 'menimo' nos braços...
Beijo


Tulipa,
as melhoras!
Para onde é que caminhamos?
Desempregos... pneumonias... gripes... vírus cada vez mais da moda!
Bom Verão!
Bjs